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Orçamento 2025: Governo Libera R$ 20,6 Bilhões e Reduz Bloqueios

Por Gazeta News Guarulhos · 23/07/2025 12:00

Orçamento 2025: Governo Libera R$ 20,6 Bilhões e Reduz Bloqueios

Por Redação 11:55:26

Entenda a decisão que impacta a execução orçamentária e as finanças públicas


Descubra como o governo liberou R$ 20,6 bilhões do Orçamento de 2025, impactando a meta fiscal e os gastos públicos. Detalhes sobre IOF, receitas e desbloqueios.


O Governo Federal anunciou a liberação de R$ 20,6 bilhões do Orçamento de 2025, uma medida que impacta diretamente a execução orçamentária e as finanças públicas do país. A decisão, informada pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, foi possível graças à manutenção parcial do decreto que elevou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Essa quantia faz parte do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento crucial enviado ao Congresso a cada dois meses para orientar a gestão do orçamento. Anteriormente, em maio, o governo havia congelado R$ 31,3 bilhões. Com esta nova liberação, o volume de recursos temporariamente bloqueados (contingenciados) agora cai para R$ 10,6 bilhões.


 

Descontingenciamento e Metas Fiscais

Orçamento 2025: Governo Libera R$ 20,6 Bilhões e Reduz Bloqueios
Orçamento 2025: Governo Libera R$ 20,6 Bilhões e Reduz Bloqueios

Todo o valor liberado provém de verbas que estavam contingenciadas para assegurar o cumprimento da meta de resultado primário. Embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 preveja uma meta de resultado primário zero, a equipe econômica considerou o limite inferior de tolerância, que permite um déficit de até R$ 31 bilhões para este ano.

Apesar da liberação, o governo realizou um pequeno bloqueio de R$ 100 milhões em gastos discricionários (não obrigatórios) para aderir ao limite de gastos do arcabouço fiscal. Este mecanismo estabelece um crescimento máximo dos gastos de até 2,5% acima da inflação para o ano. Dessa forma, o volume total de recursos bloqueados no orçamento subiu ligeiramente para R$ 10,7 bilhões.

A forma como esses R$ 20,6 bilhões serão distribuídos entre órgãos e ministérios será detalhada em 30 de julho, com a publicação de um decreto presidencial que definirá os limites de empenho, ou seja, as autorizações para os gastos.


 

Impacto nas Receitas e Dívida Pública

 

Para justificar o descontingenciamento, o relatório elevou a previsão de receitas líquidas em R$ 27,1 bilhões. Esse aumento considera as receitas federais após a dedução das transferências obrigatórias para estados e municípios. Por outro lado, a previsão de gastos também subiu em R$ 5 bilhões.

Com a combinação do aumento de receitas e despesas, a estimativa de déficit primário em 2025 foi revisada, caindo de R$ 97 bilhões para R$ 74,1 bilhões. É importante notar que esse valor inclui gastos fora do arcabouço fiscal, como precatórios e créditos extraordinários. Ao considerar apenas as despesas dentro do arcabouço fiscal, a previsão de déficit primário melhora de R$ 51,7 bilhões para R$ 26,3 bilhões.

Vale lembrar que o déficit primário representa o resultado negativo das contas do governo, excluindo os juros da dívida pública.


 

IOF e Arrecadação: Entenda as Mudanças

 

Em maio, o governo havia congelado R$ 31,3 bilhões. Sem a receita do decreto do IOF, seria necessário congelar adicionais R$ 20,5 bilhões, elevando a retenção de gastos discricionários para R$ 51,8 bilhões, um cenário que poderia comprometer seriamente o funcionamento da máquina pública.

Após ajustes e uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a previsão de arrecadação com o decreto do IOF no restante do ano foi ajustada para R$ 8,6 bilhões. Contudo, o aumento de R$ 27,1 bilhões nas previsões de receitas líquidas possibilitou a reversão completa do contingenciamento anunciado anteriormente.

Originalmente, a previsão de arrecadação do IOF era de R$ 11,55 bilhões, mas foi ajustada devido à suspensão temporária do decreto pelo Congresso Nacional e à arrecadação durante o período de maio a junho.

A maior parte do aumento nas estimativas de receitas (R$ 17,9 bilhões) vem da elevação da previsão de royalties para este ano. Isso inclui a aprovação do projeto de lei que autoriza R$ 15 bilhões em leilões adicionais de petróleo na camada pré-sal. Além disso, R$ 2,4 bilhões vêm da revisão das estimativas de arrecadação da Receita Federal, impulsionada por um aumento de R$ 12,2 bilhões nas receitas do Imposto de Renda, mesmo com a redução de R$ 10,2 bilhões do decreto original do IOF.

A revisão nas estimativas do Imposto de Renda deve-se ao melhor desempenho do tributo no primeiro semestre, à arrecadação com offshores e fundos exclusivos, à alta dos juros que elevou o imposto retido na fonte, e ao recorde de emprego formal. O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, esclareceu que a medida provisória que eleva a tributação de investimentos financeiros em até R$ 10,5 bilhões não foi incluída no relatório atual.

Por fim, a entrada de R$ 1,8 bilhão em contribuições para a Previdência Social, resultante da recuperação do emprego formal, também contribuiu para a elevação das estimativas de receitas.


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