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A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia atualizaram as recomendações para o tratamento da tireoide na gestação. Gestantes com anticorpos positivos e tireoide funcionando normalmente não devem mais usar medicamento hormonal.
Por Robson Silva Moreira
Mudanças nas recomendações médicas
Três estudos recentes comprovaram que o tratamento preventivo com hormônio sintético não reduz riscos de abortamento ou parto prematuro em gestantes com anticorpos contra a tireoide positivos e tireoide funcionando normalmente.
A partir dessas informações, as novas orientações brasileiras foram baseadas na diretriz publicada pela Associação Americana da Tireoide em junho de 2026.
Detalhes do novo tratamento
Gestantes com anticorpos positivos e níveis normais de T4 não devem receber levotiroxina como tratamento preventivo.
A atividade da glândula tireoide continuará sendo monitorada devido ao risco de desenvolvimento de hipotireoidismo ao longo da gestação.
Rastreamento precoce e individualização do tratamento
O Brasil manterá o rastreamento precoce de todas as gestantes desde o início da gravidez, diferentemente da diretriz americana que sugere rastreamento seletivo.
A medida brasileira busca diagnosticar a doença e evitar o excesso de medicação desnecessária.
Hipotireoidismo subclínico e suplementação de iodo
O tratamento para hipotireoidismo subclínico será focado no primeiro trimestre da gestação, quando o desenvolvimento do feto depende mais do hormônio tireoidiano materno.
A suplementação de iodo será individualizada, principalmente para mulheres com maior risco de ingestão insuficiente.


