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Municípios da tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia receberam neste sábado (7) uma mobilização conjunta de vacinação contra o sarampo. A iniciativa visa intensificar a imunização em portos, comunidades ribeirinhas e áreas indígenas.
Por Robson Silva Moreira
Ações de vacinação em municípios amazonenses
No lado brasileiro, a ação acontece em Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença e Atalaia do Norte, no Amazonas. A estratégia, realizada em parceria com os governos locais, busca ampliar a proteção da população diante do avanço do sarampo nas Américas.
Equipes estarão em unidades de saúde e em locais de grande circulação, como portos, feiras, escolas e estabelecimentos comerciais. Além disso, serão realizadas visitas domiciliares.
Apoio a distritos sanitários e Casas de Saúde Indígena
A mobilização conta com o apoio dos distritos sanitários especiais indígenas Alto Rio Solimões e Vale do Javari e das Casas de Saúde Indígena (Casai).
A proposta é intensificar a vacinação em áreas indígenas, garantindo a proteção dessas comunidades.
Cenário epidemiológico e cobertura vacinal
O Brasil permanece livre da circulação endêmica do sarampo desde 2024. Em 2026, foram confirmados 65 casos importados, sendo 21 no Amazonas, em municípios de fronteira com o Peru e a Colômbia.
A cobertura vacinal contra o sarampo no Amazonas chegou a 89,7% para a primeira dose e 76% para a segunda em 2025. Os índices nacionais foram de 93,15% e 78,61%, respectivamente.


