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O Ministério da Saúde aprovou um novo protocolo para o tratamento de crianças com hemofilia A, permitindo o uso do medicamento emicizumabe em pacientes de até 6 anos que não apresentam inibidores do fator VIII da coagulação sanguínea.
Por Robson Silva Moreira
Critérios e regulamentação do novo tratamento
A medida foi publicada na edição desta quinta-feira (15) do Diário Oficial da União. A portaria estabelece critérios de diagnóstico, inclusão e exclusão de pacientes, além das condições de tratamento e dos mecanismos de regulação, controle e avaliação.
O protocolo terá abrangência nacional e deverá ser seguido pelas secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios para regular o acesso ao tratamento.
Benefícios do emicizumabe
O emicizumabe é considerado menos invasivo em comparação à terapia tradicional com fator VIII, que exige infusões nas veias. O novo medicamento é aplicado por via subcutânea.
Além de ser menos invasivo, o tratamento com emicizumabe pode reduzir a frequência dos sangramentos.
Informação e organização do atendimento
O paciente ou o responsável legal deverá ser informado sobre os potenciais riscos, efeitos colaterais e eventos adversos relacionados ao uso do emicizumabe.
Os gestores estaduais, distrital e municipais do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão organizar a rede assistencial, definir os serviços de referência e estabelecer os fluxos necessários para o atendimento dos pacientes em todas as etapas previstas pelo protocolo.


