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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou o colega Alexandre de Moraes de cometer ilegalidades ao requisitar relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF) para investigá-lo.
Por Robson Silva Moreira
Mendonça defende que Moraes direcionou investigação
Mendonça acusou Moraes de praticar abuso de autoridade e direcionamento de investigação ao solicitar, de ofício, relatórios de inteligência contra ele.
O ministro enviou sua defesa ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, no último dia do prazo para apresentar sua defesa no processo em que Moraes pediu uma investigação contra ele.
Relatórios de inteligência sem identificação
Mendonça apontou que os relatórios de inteligência não são datados, nem assinados, e não trazem o timbre da PF.
Ele afirmou que Moraes não demonstrou como soube da existência desses relatórios e que o colega usurpou a competência do plenário para investigar ministros do Supremo.
Crise entre os ministros começou em setembro
A crise entre os dois ministros teve início em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo sobre um relatório da Operação Compliance Zero.
O relatório indicava que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria enviado 52 mensagens a Moraes entre 2023 e 17 de novembro de 2025.


