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Os juros altos são o principal obstáculo para a indústria brasileira acessar crédito, segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Entre as empresas que tiveram dificuldades para obter financiamento de curto ou médio prazo, 76% apontaram as taxas elevadas como uma das principais barreiras.
Por Robson Silva Moreira
Taxas elevadas lideram ranking de obstáculos
Entre as empresas que tiveram dificuldades para obter financiamento de curto ou médio prazo, 76% apontaram as taxas elevadas como uma das principais barreiras. Nas operações de longo prazo, com vencimento superior a cinco anos, os juros foram citados por 69% dos empresários.
A pesquisa ouviu 1.701 empresas industriais, de 3 a 12 de agosto, sobre as condições enfrentadas entre fevereiro e julho. O universo da pesquisa inclui 692 pequenas, 612 médias e 397 grandes empresas industriais em todo o país.
Outras barreiras além dos juros
Depois dos juros, as exigências de garantias reais aparecem como o principal entrave nas operações de curto e médio prazo, citado por 33,4% das empresas. No crédito de longo prazo, o percentual ficou em 31,5%.
A burocracia foi mencionada por 13,6% dos empresários nas operações de curto e médio prazo. Já no longo prazo, a segunda dificuldade foi o prazo de carência considerado insuficiente, citado por 18,9%.
Taxa de frustração aumenta entre as empresas
Quase metade das empresas industriais, 49,9%, não tentou contratar ou renovar crédito de curto ou médio prazo no período analisado. Apenas 22,9% conseguiram contratar ou renovar financiamento, e 7,5% tentaram, mas não obtiveram os recursos.
No crédito de longo prazo, 54% não buscaram financiamento. Outros 15,5% conseguiram contratar ou renovar operações, e 9,2% tentaram, sem sucesso. Considerando apenas as empresas que efetivamente buscaram crédito, a taxa de frustração aumentou em relação a 2025.


