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O Governo Central registrou superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho, o melhor resultado para o mês desde 2022, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional.
Por Robson Silva Moreira
Resultado positivo em julho
As contas do Governo Central, que incluem Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, apresentaram um superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho. Em julho de 2025, o resultado havia sido um déficit primário de R$ 59,1 bilhões.
O resultado superou as expectativas das instituições financeiras, que estimavam um déficit primário de R$ 5,5 bilhões para o mês passado.
Desempenho dos órgãos do Governo Central
O Tesouro Nacional registrou um superávit de R$ 33,3 bilhões, enquanto a Previdência Social teve um déficit de R$ 22,2 bilhões e o Banco Central, um déficit de R$ 302 milhões.
No acumulado do ano, o Tesouro tem um superávit de R$ 177,7 bilhões, a Previdência acumula um déficit de R$ 258,4 bilhões, e o Banco Central, um déficit de R$ 627 milhões.
Receita e despesas do Governo Central
A receita líquida do Governo Central somou R$ 226,3 bilhões em julho, alta real de 7,7% em comparação com o mesmo mês de 2025. As despesas totais ficaram em R$ 215,5 bilhões, queda real de 20,7% na mesma comparação.
Entre os fatores que contribuíram para o aumento das receitas estão a maior arrecadação do Imposto de Renda, o crescimento da receita previdenciária e o aumento das receitas com exploração de recursos naturais.
Meta fiscal de 2026
A meta fiscal de 2026 prevê um superávit primário de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB. Existe uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual, permitindo que o resultado seja considerado dentro da meta mesmo com superávit zero.
Considerados os gastos com precatórios e alguns gastos com saúde, educação e defesa, a previsão de resultado primário em 2026 está em déficit de R$ 52 bilhões.


