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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 15 dias para que União, Banco Central e Fundo Garantidor de Crédito (FGC) expliquem os entraves para viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Banco Regional de Brasília (BRB).
Por Robson Silva Moreira
Empréstimo de R$ 6,6 bilhões
O empréstimo tem como objetivo cobrir parte do rombo provocado pela compra de carteiras de empréstimos fraudulentas do Master pelo BRB. Caso isso não seja feito, o banco corre o risco de ser liquidado pelo Banco Central (BC) por não atender às exigências regulatórias.
Investigação e acordo
As circunstâncias da operação entre o BRB e o Master são investigadas em um inquérito criminal no STF, sob a suspeita de que executivos do banco foram subornados a aprovar o negócio. Um acordo para resgatar o BRB, costurado com a União, chegou a ser homologado por Fux em maio, mas até o momento o empréstimo não foi realizado.
Receio dos bancos
O empréstimo ainda não foi realizado devido ao receio dos bancos que integram o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que apresentaram dúvidas em relação à viabilidade do plano de negócios do banco distrital para os próximos anos. Os bancos também querem garantias de que vão conseguir acessar os recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que são recursos públicos, em caso de inadimplência.


