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O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que a inteligência artificial pode elevar a produtividade europeia em 1% ao longo de cinco anos, mas também pode ampliar a desigualdade e sobrecarregar as redes de energia.
Por Robson Silva Moreira
Impacto na produtividade e desigualdade
A inteligência artificial pode aumentar a produtividade europeia em cerca de 1% nos próximos cinco anos, segundo documento do FMI. No entanto, os benefícios e custos da IA serão distribuídos de forma desigual entre países, regiões e trabalhadores.
O documento destaca que a conclusão do mercado único da UE ajudaria a difundir a adoção da IA e seus ganhos de maneira mais uniforme entre os 27 países do bloco.
Riscos para o mercado de trabalho
Cerca de 60% dos trabalhadores nas economias europeias avançadas estão empregados em ocupações altamente expostas à IA. Embora alguns possam se tornar mais produtivos, outros correm o risco de serem deslocados à medida que tarefas rotineiras são automatizadas.
Desafios energéticos e dependência tecnológica
Os centros de dados da Europa já consomem cerca de 3% da eletricidade do continente, e a demanda aumentará com a expansão do uso da IA. Grandes centros tecnológicos, como Frankfurt, Londres, Amsterdã, Paris e Dublin, estão entre as áreas mais expostas.
O FMI alerta que a Europa corre o risco de desenvolver outra dependência estratégica, pois EUA e China dominam o desenvolvimento de modelos de IA. Investimentos significativos no setor de IA europeu são necessários para evitar essa dependência.


