Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br. Fonte original: agenciabrasil.ebc.com.br.
Uma pesquisa nacional realizada pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser) e a Quaest Pesquisa e Consultoria revelou que 83% dos evangélicos são contrários à indicação de voto por pastores e padres. O levantamento, divulgado na semana passada, ouviu 15 mil pessoas em 412 municípios brasileiros.
Por Robson Silva Moreira
Rejeição à politização dos templos
A pesquisa Religião e Vida Pública no Brasil apontou que 82% dos entrevistados rejeitam a discussão política durante cultos e missas, e 90% são contra campanhas eleitorais dentro dos espaços religiosos.
Para a pesquisadora Lívia Reis, do Iser, a influência religiosa na política ocorre mais pela formação de valores e identidades do que pela transferência direta de votos.
Divisões nas comunidades religiosas
A politização dos templos gerou fortes divisões nas comunidades religiosas, especialmente nas eleições legislativas desde os anos 1990 e nas presidenciais a partir de 2018.
Pastores como Lucas Oliveira, da igreja batista de Nova Iguaçu, relatam o trauma sofrido pelas comunidades devido à divisão interna causada pelo discurso eleitoral.
Perfil dos evangélicos no Brasil
O segmento evangélico é heterogêneo e corresponde a 29% da população brasileira. Dentre eles, 70% são pentecostais, 17% são protestantes e 10% são evangélicos sem igreja.
A Assembleia de Deus é a maior denominação, com 32% dos fiéis evangélicos, seguida por 28% de outras denominações pequenas e médias.
Religião e redes sociais
A pesquisa mostrou que 66% dos entrevistados utilizam o WhatsApp como espaço de articulação de comunidades religiosas online.
A mediação religiosa se desloca do templo para um ambiente digital, influenciado por grupos de igreja, influenciadores religiosos e vídeos compartilhados.


