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A estagnação ou cortes nos benefícios sociais e previdenciários podem causar uma retração severa na atividade econômica de municípios do interior do Brasil, segundo levantamento do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made) da USP.
Por Robson Silva Moreira
Impacto econômico nos municípios
O estudo do Made/USP mostra que, sem os reajustes, a renda agregada do interior do país sofreria uma retração severa, ficando entre 6,8% e 10,8% abaixo do patamar com a valorização real dos benefícios sociais e previdenciários.
Os cenários mais críticos ocorreriam no interior do Rio Grande do Norte, do Amapá e do Piauí, onde a renda total cairia entre 17% e 18%, sem o ritmo atual de aumento dos benefícios sociais.
Efeitos na pobreza
A ausência de ganhos reais nos benefícios entre 2022 e 2025 teria empurrado aproximadamente 2,7 milhões de pessoas para a pobreza nos municípios fora das regiões metropolitanas, 2,4 milhões delas para extrema pobreza.
Em números absolutos, as maiores altas na pobreza ocorreriam na Bahia (até 336 mil pessoas a mais), São Paulo (até 263 mil) e Minas Gerais (até 251 mil).


