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No Dia da Amazônia, comemorado neste sábado (5), especialistas enfatizam a necessidade de investir na restauração de terras degradadas em territórios indígenas, destacando que a recuperação vai além do plantio de árvores e da recomposição da vegetação.
Por Robson Silva Moreira
Importância da restauração em terras indígenas
A restauração de terras degradadas em territórios indígenas pode proteger nascentes, aumentar a segurança alimentar, trazer de volta espécies usadas pelas comunidades, fortalecer conhecimentos tradicionais e gerar renda.
A discussão ganha mais importância no momento em que o Brasil amplia suas metas de recuperação de áreas degradadas, com o compromisso de restaurar mais de 163 mil quilômetros quadrados até 2030.
Potencial de recuperação na Amazônia
Dados do TerraClass de 2022 indicam que as terras indígenas da Amazônia concentram 952,3 mil hectares de áreas degradadas, predominantemente ocupadas por pastagens.
Outros 24,4 mil hectares estão destinados à agricultura e 18,9 mil hectares à mineração. Somadas às áreas degradadas, elas representam um potencial de restauração estimado em 1,79 milhão de hectares dentro de terras indígenas da Amazônia.
Participação ativa das comunidades indígenas
A líder do povo Kaingang, Diana Nascimento, especialista da The Nature Conservancy Brasil (TNC), afirma que a participação indígena muda até mesmo a definição do que é restaurar.
Para Diana, a restauração deve considerar quais espécies são importantes para o povo, quais alimentos e conhecimentos precisam ser recuperados, e como essa restauração pode contribuir para fortalecer a gestão e a autonomia do território.
Ferramentas de planejamento e priorização
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) desenvolveu um sistema integrado de informações para apoiar decisões sobre conservação e restauração em terras indígenas.
A ferramenta permite combinar diferentes variáveis e atribuir pesos a elas conforme os objetivos de cada projeto, ajudando a indicar quais territórios merecem maior atenção.


