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O ensino de disciplinas Stem (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) requer formação contínua de professores, além de investimentos em infraestrutura, segundo o Panorama da Educação Stem no Brasil.
Por Robson Silva Moreira
Formação contínua e presencial
A pesquisadora Sandra Unbehaum, coordenadora do estudo, enfatiza que a formação dos professores deve ser vista como parte do trabalho deles, algo que fazem dentro da jornada. Ela defende que a capacitação não pode ser pontual ou exclusivamente a distância, mas também presencial.
Desigualdade no acesso à tecnologia
A pesquisadora destaca a necessidade de infraestrutura igual entre as diversas regiões do país para evitar desigualdades. A falta de acesso adequado à tecnologia disponível contribui para a desigualdade educacional, que ainda é um desafio significativo.
Boas práticas nas capitais
O estudo identificou boas práticas em seis capitais: Manaus, Belém, João Pessoa, São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. Em Manaus, jogos de tabuleiro e dinâmicas sem dispositivos eletrônicos foram usados para ensinar lógica de programação. Em Belém, óculos de realidade virtual de baixo custo foram desenvolvidos com fibra de miriti. Em João Pessoa, houve forte investimento em infraestrutura e conectividade. Em São Paulo, formadores de Tecnologia para Aprendizagem atuaram como multiplicadores. Em Curitiba, o conceito de Cidade Educadora foi aplicado com espaços maker. No Rio de Janeiro, os Ginásios Educacionais Tecnológicos (GETs) transformaram escolas em espaços vocacionados com abordagem interdisciplinar.


