Pular para o conteúdo

Eleitores de religiões afro se sentem invisíveis em campanha eleitoral

Por

Eleitores de religiões afro se sentem invisíveis em campanha eleitoral

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br. Fonte original: agenciabrasil.ebc.com.br.

Publicidade — início da matéria 728x90 — Gazeta News Guarulhos

Adesotos de religiões de matriz africana e afro-brasileira sentem-se negligenciados nas campanhas políticas de 2026, apesar de o número de praticantes ter triplicado no país entre 2010 e 2022.

Por Robson Silva Moreira

Crescimento de adeptos e falta de representatividade

O número de brasileiros que afirmam seguir uma fé afro-brasileira triplicou entre 2010 e 2022, chegando a 1,8 milhão de pessoas, segundo o IBGE. No entanto, ao contrário dos eleitores cristãos, que são alvo intenso de disputas, os de matriz afro são deixados de lado na corrida eleitoral.

Intolerância religiosa e preconceito

A advogada e umbandista Lívia dos Santos atribui a falta de representatividade à intolerância religiosa. ‘É muito difícil a gente, que é de religião de matriz africana, se ver representado pelos políticos’, afirma. Ela destaca que a sociedade ainda marginaliza e criminaliza os povos que cultuam o orixá.

Organização política e resistência

O pai de santo e pesquisador Leonardo Vieira reforça que os povos de terreiro são capazes de se organizar politicamente, mas enfrentam preconceito. ‘Há nichos da política que ainda concebem os povos de terreiro como inferiores’, diz. Ele explica que a organização política começa dentro dos terreiros, nas relações comunitárias e coletivas.

Denúncias de intolerância religiosa

Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o Disque Direitos Humanos registrou 2.774 denúncias de intolerância religiosa. O serviço do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania funciona 24 horas e encaminha as denúncias aos órgãos competentes.

Sobre o autor

ROBSON MOREIRA — Conteúdo publicado pela equipe editorial da Gazeta News Guarulhos.

Share via
Copy link