Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br. Fonte original: agenciabrasil.ebc.com.br.
Economistas e especialistas divulgaram um manifesto pedindo ao governo eleito que adote um novo regime fiscal menos rígido e que aumente a tributação dos ricos em vez de cortar gastos sociais.
Por Robson Silva Moreira
Pressão do mercado financeiro
O manifesto denuncia a pressão do mercado financeiro para que o governo eleito adote um programa de corte de gastos com a finalidade de estabilizar a dívida pública.
O documento afirma que a Faria Lima, avenida no centro de São Paulo que representa o mercado financeiro, quer impor um “terceiro turno” presidencial para fazer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotar o programa de corte de despesas defendido pelo candidato derrotado Flávio Bolsonaro.
Propostas para a tributação de altas rendas
Os economistas defendem a antecipação da tributação mínima de 10% para pessoas de altas rendas, que recebem acima de R$ 600 mil por ano, conforme aprovada pela Lei 15.270 de 2025.
A nova regra só vale para declaração de 2027 com lucros acumulados até 2025, podendo ser distribuídos sem imposto até 2028. Se aprovada por lei até 31 de dezembro, a nova tributação do topo valerá já em janeiro.
Críticas ao ajuste fiscal
Os especialistas criticam membros do governo que têm defendido medidas de ajuste fiscal, como o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
O manifesto argumenta que o ajuste fiscal de 2015 realizado pela presidente Dilma Rousseff contribuiu para a recessão econômica daquele período, o que teria aberto caminho para o impeachment da petista.


