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O CineSesc, em São Paulo, exibe nesta quinta-feira (10) o documentário ‘Arquivo Vivo’, que narra a trajetória do projeto Vídeo nas Aldeias, iniciado por Vincent Carelli e Ana Carvalho. A obra faz parte da programação do festival Amor ao Cinema.
Por Robson Silva Moreira
O projeto Vídeo nas Aldeias
O documentário ‘Arquivo Vivo’ recupera a história do projeto Vídeo nas Aldeias, que se consolidou como um importante acervo dos povos originários brasileiros. Desde seu início, mais de 70 filmes foram rodados, documentando a vida e a cultura indígena.
O projeto começou oficialmente em 1986, estruturado por Vincent Carelli e sua esposa, a antropóloga Virgínia Valadão. A ideia era usar o vídeo para encurtar distâncias entre os povos indígenas, permitindo que eles também se tornassem cineastas.
A trajetória de Vincent Carelli
Vincent Carelli, franco-brasileiro, teve seu primeiro contato com o indigenismo ainda jovem, influenciado por um missionário dominicano que circulava em comunidades Mẽbengôkre Xikrin, no Pará. Aos 16 anos, Carelli acompanhou o missionário em uma viagem à aldeia, marcando sua vida para sempre.
Durante a ditadura militar, Carelli trabalhou na Funai e cofundou o Centro de Trabalho Indigenista (CTI). Ele também foi jornalista e repórter fotográfico freelancer, além de editor fotográfico e pesquisador do Projeto Povos Indígenas no Brasil.
Importância do projeto durante a pandemia
O projeto Vídeo nas Aldeias não parou nem mesmo durante a pandemia da covid-19. Para Carelli, a documentação se tornou ainda mais importante nesse período, devido à negligência do governo de Jair Bolsonaro, que afetou profundamente os povos indígenas.
O indigenista destaca a importância da apropriação da imagem pelos próprios indígenas, permitindo que eles tenham acesso às suas próprias memórias e histórias.


