Disfarces tecnológicos ampliam o consumo de cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes , entre os jovens, com perspectiva de aumentar o número de casos de câncer no Brasil.
Por Robson Silva Moreira
Entenda o caso
Quem alerta é o diretor executivo da Fundação do Câncer, o cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni. O alerta da instituição vai ao encontro do tema da campanha da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Dia Mundial sem Tabaco, lembrado neste domingo (31): “Desmascarando o apelo, combatendo a dependência de nicotina e tabaco”. Notícias relacionadas: INCA alerta para os riscos de cigarros com sabor e aroma entre jovens.
Impacto para Guarulhos
Instituições preparam orientações para reforçar pesquisas sobre vapes. OMS: 15 milhões de jovens de 13 a 15 anos fumam cigarros eletrônicos. O cigarro eletrônico continua proibido no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Contexto nacional
Mas, apesar da proibição da comercialização de vapes no Brasil desde 2009, o uso desses dispositivos cresceu de forma acelerada. Os produtos são comprados com facilidade em redes sociais, sites e no comércio informal. Números recentes da Receita Federal reforçam a necessidade de se combater esses produtos: entre janeiro e fevereiro de 2026, foram apreendidas 238.801 unidades de cigarros eletrônicos no país, o equivalente a mais de 4 mil dispositivos por dia, em média. "Dispositivos disfarçados" Vários desses dispositivos não têm cheiro.
O que muda para a população
Em outros são colocados aromatizantes. Muitos, entretanto, têm só o vapor que muitas pessoas nem percebem, o que abre caminho para o vício precoce, formando uma nova geração de dependentes da nicotina.
Próximos passos
Os disfarces fazem com que os vapes não pareçam mais cigarros eletrônicos e, muito menos, perigosos à primeira vista, já que ganharam novas formas e funções. Aparecem agora disfarçados ou embutidos em acessórios e integrados ao cotidiano de forma quase imperceptível.
