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No Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro de 2026, a Secretaria da Saúde de Guarulhos enfatizou a autonomia dos pacientes na rede pública, priorizando a escuta ativa e o Projeto Terapêutico Singular.
Por Robson Silva Moreira
Participação ativa dos usuários nos serviços de saúde mental
A Secretaria da Saúde de Guarulhos reforçou a importância da autonomia dos pacientes nas decisões sobre o próprio tratamento dentro da rede pública. A campanha deste ano, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tem como tema “Experiências vividas ouvidas: vozes reais, mudanças reais”, destacando a participação das pessoas com experiência de sofrimento psíquico na construção de políticas públicas e na organização dos serviços de saúde.
Projeto Terapêutico Singular e assembleias de usuários
O Projeto Terapêutico Singular (PTS) é utilizado nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) para organizar o acompanhamento conforme as necessidades de cada usuário. Construído conjuntamente pela equipe multiprofissional, pela pessoa atendida e, quando pertinente, por seus familiares, o PTS estabelece estratégias de cuidado que podem ser revistas ao longo do tratamento.
Nos CAPS de Guarulhos, a participação dos usuários também ocorre por meio de assembleias e reuniões dos Conselhos Gestores, espaços democráticos onde são apresentadas propostas, discutidas necessidades e sugeridas melhorias no atendimento.
Iniciativas de inclusão social e reconhecimento nacional
A Rede de Atenção Psicossocial (Raps) do município desenvolve estratégias voltadas à ampliação da autonomia e ao fortalecimento dos vínculos sociais. Entre as iniciativas estão grupos terapêuticos, oficinas de artes e atividades como os grupos Ouvidores de Vozes, Cidadania e Vida em Movimento.
O Grupo de Ouvidores de Vozes do CAPS Adulto III Alvorecer ganhou reconhecimento nacional ao conquistar o Prêmio David Capistrano no 39º Congresso do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems-SP). A iniciativa valoriza as experiências de pessoas que ouvem vozes, oferecendo um espaço de acolhimento, diálogo e construção coletiva de estratégias para lidar com essas vivências.


