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Defesa de Vorcaro alega que 657 arquivos do celular foram modificados

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Defesa de Vorcaro alega que 657 arquivos do celular foram modificados

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br. Fonte original: agenciabrasil.ebc.com.br.

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A defesa de Daniel Vorcaro entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma perícia particular que concluiu que 657 arquivos do celular do ex-banqueiro foram modificados após a apreensão do aparelho pela Polícia Federal (PF).

Por Robson Silva Moreira

Perícia particular revela alterações nos arquivos

O laudo apresentado pela defesa de Vorcaro indica que 657 arquivos foram modificados e 436 foram criados após a apreensão do celular, que é a principal prova das relações de Vorcaro com políticos e das supostas irregularidades financeiras no Banco Regional de Brasília (BRB).

Os advogados de Vorcaro afirmam que a perícia demonstra a impossibilidade de verificar a integralidade do conteúdo do celular e avaliar o alcance das alterações nos arquivos.

Defesa pede soltura de Vorcaro e entrega de dados originais

A defesa solicitou ao STF que a PF entregue os dados originais do celular para verificação e ressaltou que a soltura de Vorcaro é obrigatória após as revelações do laudo particular.

O ex-banqueiro está custodiado há mais de oito meses, com a liberdade restringida há quase um ano, sem que haja contra ele qualquer acusação formal ou perspectiva de processo.

Indiciamento de Vorcaro e outros investigados

Vorcaro e mais 14 investigados na Operação Compliance foram indiciados pela PF. Segundo o relatório, Vorcaro teve ‘participação pessoal, reiterada e diretiva’ nas operações com carteiras de créditos irregulares do Banco Master, causando prejuízos ao BRB.

Todos os investigados foram acusados dos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Defesa nega prejuízos ao BRB e critica investigação

Os advogados de Vorcaro negaram que as operações do BRB tenham causado prejuízo ao banco público. Eles afirmam que a PF se limita a repetir a mesma narrativa e não conseguiu avançar nas investigações.

A defesa argumenta que as carteiras foram substituídas por outros ativos, e a troca realizada demonstra que os negócios entre o Banco Master e o BRB geraram resultados positivos para o Banco de Brasília.

Sobre o autor

ROBSON MOREIRA — Conteúdo publicado pela equipe editorial da Gazeta News Guarulhos.

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