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As eleições de 2026 resultaram na maior bancada feminina da história do Congresso Nacional, com 109 deputadas federais e 12 senadoras eleitas. No entanto, o aumento não se traduziu em avanços significativos nas pautas feministas.
Por Robson Silva Moreira
Aumento de mulheres eleitas
A Câmara dos Deputados terá 109 mulheres, um crescimento de 21% em relação às 90 deputadas da legislatura anterior. Apesar da queda no número de candidatas, de 3.317 em 2022 para 2.820 em 2026, o resultado foi positivo.
No Senado Federal, 12 mulheres foram eleitas, o maior número desde a redemocratização. Com isso, o número de senadoras passará de 15 para 18 no próximo ano.
Minoria nas Casas Legislativas
Apesar do aumento, as mulheres continuam sendo minoria nas duas Casas Legislativas. Na Câmara, as deputadas representarão 21% dos 513 deputados. No Senado, as senadoras ocuparão 22,2% das 81 cadeiras.
Diversidade de pensamento entre as eleitas
O aumento na quantidade de parlamentares eleitas não garante políticas voltadas para as mulheres. A professora de Ciência Política da Universidade de Brasília, Flávia Biroli, destaca que a diversidade de pensamento entre as mulheres eleitas pode incluir visões patriarcais e não igualitárias.
Exemplo disso é a senadora Bia Kicis, que votou contra a lei de igualdade salarial entre mulheres e homens.
Avanço de mulheres negras na Câmara
A quantidade de mulheres negras eleitas para a Câmara dos Deputados aumentou 66,6%, de 9 para 15 deputadas. A coordenadora política da Organização Mulheres Negras Decidem, Tainah Pereira, comemora a renovação feminina e negra na Câmara.
No Senado, nenhuma das 12 senadoras eleitas é negra. Eliziane Gama, senadora autodeclarada negra pelo Maranhão, não foi reeleita.


