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O Brasil registrou mais conflitos agrários no primeiro semestre de 2026, mas houve uma redução no número de assassinatos no campo em comparação com o mesmo período do ano anterior. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou os dados nesta quarta-feira (2).
Por Robson Silva Moreira
Redução de assassinatos, mas aumento de conflitos
Nos primeiros seis meses de 2026, a CPT contabilizou seis assassinatos no campo, uma queda significativa em relação aos 27 registros do mesmo período de 2025.
Por outro lado, o número de conflitos subiu de 798 para 841, indicando um aumento da tensão no campo brasileiro.
Estados com mais conflitos
O Maranhão liderou o ranking de conflitos, com 156 casos. Em seguida, aparecem Pará (90), Bahia (85), Rondônia (63) e Amazonas (63).
Os conflitos por terra foram os mais frequentes, totalizando 711 casos, seguidos por conflitos por água (100) e ocorrências de trabalho escravo rural (30).
Tipos de violência registrados
A contaminação por agrotóxicos foi a forma de violência mais frequente, com 169 casos, seguida de invasão aos territórios (109), desmatamento ilegal (107) e ameaça de despejo (70).
A CPT atribui essas violências à expansão do agronegócio e à mercantilização da terra, com a atuação de fundos de pensão e o interesse por terras raras.
Redução de casos de trabalho escravo
As ocorrências de trabalho escravo rural caíram no primeiro semestre de 2026, com 30 registros contra 101 no mesmo período de 2025.
O número de trabalhadores vitimados também diminuiu, passando de 842 para 355.


