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O Brasil está envolvido em uma pesquisa global que busca a cura da hepatite B. O estudo, liderado pela Universidade Johns Hopkins, conta com a participação de duas universidades públicas brasileiras e instituições de outros três países.
Por Robson Silva Moreira
Consórcio internacional busca entender evolução do vírus
O consórcio internacional, formado por grupos de pesquisa do Brasil, Índia, Senegal e Uganda, tem como objetivo observar o comportamento do vírus da hepatite B em pacientes de diferentes países e as respostas imunológicas das pessoas infectadas.
A pesquisa irá analisar 600 pacientes com hepatite B e coinfecção por hepatite B e HIV, sendo 150 pacientes de cada país. No Brasil, o estudo é coordenado pelo Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes) e pela Universidade de São Paulo (USP).
Estudo pretende identificar características genéticas protetoras
A pesquisa pretende identificar o que faz com que o vírus evolua diferentemente em cada paciente e quais características genéticas são capazes de proteger as pessoas de uma evolução mais rápida da doença.
A professora Tânia Reuter, do Hucam-Ufes, destaca que o estudo também busca identificar subpartículas do vírus que possam funcionar como preditores de cura ou de tratamento.
Recrutamento de pacientes no Brasil
No Brasil, o recrutamento de pacientes começou em julho e, até o momento, 40 participantes já foram incluídos no estudo. A meta é completar o grupo de 75 participantes até o final deste ano.
O estudo deve durar cerca de cinco anos e tem como prazo final meados de 2027.
Hepatite B e suas consequências
A hepatite B é uma doença viral silenciosa que ataca o fígado e pode levar a quadros de cirrose, câncer hepático e morte. Segundo a OMS, cerca de 240 milhões de pessoas vivem com infecção crônica.
No Brasil, entre 2000 e 2022, foram confirmados 276,6 mil casos de hepatite B.


