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A aprendizagem de alunos com deficiência na rede pública de ensino avançou entre 2013 e 2023, mas o nível de aprendizagem continua baixo, especialmente nos anos finais da educação básica.
Por Robson Silva Moreira
Melhorias na inclusão escolar
Um estudo inédito do Instituto Rodrigo Mendes, em parceria com a Fundação Lemann e o Instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional, mostra que a diferença de aprendizagem entre estudantes da educação especial e os da educação regular no 5º ano diminuiu, indicando uma maior preocupação das escolas com a inclusão.
Desempenho em português e matemática
Em 2023, 44,5% dos alunos da educação especial tiveram nota satisfatória em português no 5º ano, mais que o dobro de 2013. Em matemática, a proporção de estudantes com nota satisfatória subiu de 16,9% para 33,9% no mesmo período. No entanto, a diferença entre os grupos ainda é significativa.
Desafios nos anos finais
Nos anos finais do ensino fundamental e médio, a diferença entre estudantes da educação especial e da educação regular que atingiram aprendizagem adequada aumentou. Em matemática, especialmente, os percentuais de aprendizado adequado são muito baixos.
Investimento e participação no Saeb
A cidade de Gado Bravo, na Paraíba, exemplifica como o investimento na inclusão pode melhorar a aprendizagem. A participação dos alunos da educação especial no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) também aumentou, mas ainda há desafios, especialmente para estudantes com maior comprometimento.


