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As apostas online movimentaram R$ 2,2 bilhões em 2026, mais de três vezes o valor estimado para as compras de Natal, segundo pesquisa do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ). O hábito pode levar ao endividamento e a problemas de saúde mental.
Por Robson Silva Moreira
Gastos e frequência das apostas
O gasto médio mensal declarado pelos apostadores foi de R$ 96,30, totalizando R$ 182 milhões movimentados mensalmente. Entre os entrevistados, 21,9% apostam diariamente e 27,9% fazem de uma a duas vezes por semana. A pesquisa foi realizada com 1.024 moradores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro entre os dias 22 e 25 de junho.
Impactos do hábito de apostar
A pesquisa aponta que 22,3% dos apostadores têm dificuldade de parar com as apostas. Além disso, 29,1% já sentiram culpa por apostar e 34,8% foram criticados por causa do hábito. Entre os entrevistados, 6,9% afirmaram já ter se prejudicado ou afetado outra pessoa em razão das apostas, com 68% relatando perda de dinheiro.
Perfil dos apostadores e endividamento
Dos que já participaram de apostas online, 36% têm renda mensal entre um e dois salários mínimos, 19,7% recebem de dois a três salários mínimos e 19,4% têm renda de até um salário mínimo. Entre os apostadores, 5,1% afirmaram ter se endividado por causa das apostas. Entre aqueles com dívidas, 45,9% não estão com os pagamentos em dia.
Plataformas mais utilizadas
A pesquisa mostra que 60,9% dos entrevistados já participaram de apostas em bets e 49,4% utilizaram a plataforma Tigrinho. Para o diretor-executivo do IFec-RJ, João Gomes, a falsa percepção de ganho rápido pode levar ao endividamento e comprometer o orçamento das famílias.


