Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br. Fonte original: agenciabrasil.ebc.com.br.
Um levantamento inédito da startup Egalite mostrou que apenas 1,5% das vagas destinadas a pessoas com deficiência (PcDs) são para posições técnicas e gerenciais. A maioria das oportunidades são operacionais, representando 98,5% dos postos de trabalho.
Por Robson Silva Moreira
Desigualdade nas oportunidades de liderança
O estudo analisou dados de 116 mil profissionais cadastrados e mais de 19 mil vagas ativas no portal Inclui PcD, especializado em empregabilidade de pessoas com deficiência. A pesquisa destaca que, embora 31% das candidaturas espontâneas desses profissionais sejam direcionadas para posições gerenciais e técnicas, as vagas disponíveis não acompanham essa demanda.
Avanços e desafios na inclusão
Metade das organizações analisadas no portal Inclui PcD já disponibiliza todas as suas vagas, desde posições de entrada até cargos de liderança e especialistas, para pessoas com deficiência, superando a exigência legal de cotas. No entanto, a maioria das vagas de trabalho é para cargos operacionais, devido à predominância do varejo na base da pirâmide de empregos.
Expectativa salarial e barreiras no mercado de trabalho
A pesquisa revelou que a pretensão salarial mediana de candidatos PcD é de R$ 1.450, valor abaixo do salário mínimo em vigor (R$ 1.621). Além disso, o modelo de trabalho remoto, que poderia remover barreiras de mobilidade urbana, sofreu uma queda significativa, passando de 28,4% em 2024 para 0,8% em 2026.


