Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br. Fonte original: agenciabrasil.ebc.com.br.
A Agência Lupa divulgou um relatório que aponta que 87,3% dos conteúdos virais sobre saúde, analisados entre março de 2017 e junho de 2026, eram falsos. Das 764 publicações checadas, 667 foram consideradas inverídicas.
Por Robson Silva Moreira
Aumento da desinformação durante a pandemia
O volume de conteúdos falsos sobre saúde explodiu durante a pandemia de covid-19. Em 2020 e 2021, a Lupa checou cerca de dez vezes mais conteúdos sobre saúde do que nos três anos anteriores, totalizando 452 conteúdos virais.
Essas mentiras se espalharam rapidamente a partir de estratégias como falsas autoridades divulgando promessas de cura e soluções simples para problemas complexos.
Estratégias de disseminação de desinformação
A técnica da falsa autoridade médica ou científica correspondeu a 21,6% dos casos de desinformação em saúde mapeados pela Lupa. Em seguida, o medo e a linguagem alarmista aparecem por trás de 17% das publicações falsas.
Distorção de estudos e dados (15,7%) e soluções simples para problemas complexos (12,6%) completam as estratégias mais utilizadas na disseminação de conteúdos falsos em saúde.
Principais temas e plataformas de circulação
Os temas mais recorrentes nas checagens da Lupa sobre saúde foram covid-19 (61%), tratamentos, cura e prevenção (34%) e alimentos, bebidas e nutrição (24%).
O WhatsApp foi a plataforma mais frequentemente associada à circulação de desinformação em saúde, com mais de 70% das checagens analisadas entre março de 2017 e junho de 2026.


