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Vinte e cinco anos após os atentados de 11 de setembro de 2001, as imagens das torres gêmeas do World Trade Center desabando ainda causam impacto. Quase 3 mil pessoas morreram nos ataques, quando terroristas da Al Qaeda sequestraram aviões e os lançaram contra os prédios em Nova York e o Pentágono.
Por Robson Silva Moreira
Trauma global causado pela repetição das cenas
As imagens das torres desabando, transmitidas repetidas vezes, geraram um trauma em escala global. A televisão, ao vivo, em uma época em que a internet não era tão difundida, prendeu o público pela repetição.
O professor Eugênio Bucci, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), avalia que a experiência foi como um ‘tempo congelado’. ‘A televisão ao vivo desenvolveu essa possibilidade, que é o congelamento do tempo. Se dá pela expansão de 1 segundo ou de poucos minutos em uma repetição que não cessa, toma horas, às vezes dias, e dá em todos os que estão conectados ali, dá essa relação distinta com o fluxo do tempo’, diz.
Impacto pessoal de quem estava próximo ao atentado
A tragédia marcou a memória de pessoas de uma geração inteira. O empresário brasileiro Márcio Boruchowski trabalhava em um edifício perto das torres gêmeas. Para ele, o som do impacto dos prédios foi o mais marcante.
Boruchowski lembra que viu ‘uma série de pessoas se jogando, como se fosse um incêndio. A demora para cair foi muito chocante, isso ficou para sempre. O barulho que se faz quando cai uma ou duas torres de 100 andares é o maior decibel. Pensa no maior barulho que vocês ouviram na sua vida e transforma isso em 1 minuto 40 segundos eternamente’, disse em entrevista para a TV Brasil.
Consequências físicas e logísticas do atentado
Os aviões se chocaram a mais de 800 quilômetros por hora, causando uma série de explosões. Cerca de 400 mil pessoas foram expostas a poeira tóxica. A remoção de 1,8 milhão de toneladas de escombros levou cerca de oito meses.
Julgamento dos acusados pelos ataques
Khalid Sheikh Mohammed, chefe de operações da Al Qaeda, acusado de ser o mentor dos ataques, deverá ser julgado por um tribunal militar em junho de 2028. Ele foi preso em 2003, no Paquistão, e desde 2006 está na base de Guantánamo, em Cuba.
Além de Mohammed, serão julgados três co-réus: Walid Muhammad Salih Mubarak bin ‘Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali.


